trazer um sopro de leveza ao meu dia a dia... Sem qualquer pretensão de ser melhor, ou pior, apenas único! Dá uma espiadinha aí abaixo :)
sábado, 7 de janeiro de 2023
segunda-feira, 7 de novembro de 2022
Corta Aqui...
Recuso-me a acreditar que aquelas pessoas que conheci desde a infância, e seguiram pela adolescência até chegar à idade adulta se transformaram em pessoas intolerantes.
Lembro quando nós nos reuníamos em qualquer lugar para conversar sobre os nossos sonhos e desejos, sobre a faculdade e a vida, sobre namoros e empregos em um clima de muita amizade e carinho. Tanto fazia ser na escadaria ou na pracinha da faculdade, no quiosque na beira da praia ou no restaurante badalado. Era sempre muito bom estar com a turma, fosse ela do colégio, da faculdade ou do trabalho.
Sim, eu sei que o tempo passou e que seguimos por caminhos diferentes, mas o sentimento que nos unia, desde sempre, permaneceu apenas até 2017, eu acho.
Questiono-me o que fez vocês mudarem após esse período, já que não suportam mais os amigos, nem as pessoas com as quais conviveram, porque elas se atreveram a pensam de forma diversa.
Por qual motivo tudo mudou, em pleno segundo tempo de nossas vidas? Quando passamos a desgostar do diferente? Desde quando nos importamos com quem torcia pelo Vasco, ao invés do Flamengo? Ou com quem preferia comer jaca ao abacaxi?
O que houve com vocês? O que houve com o sentimento de estarmos juntos, no melhor estilo "um por todos e todos por um"?
Talvez tenham se esquecido de quando íamos comer um cachorro-quente naquela lanchonete disputada, ou de quando íamos tomar um drink mesmo sem saber beber, ou de quando saíamos para dançar sem saber dar um único passinho. Lembro-me da viagem para aquela praia linda e daquele carnaval que nos divertimos mesmo com a cidade vazia. Lembro-me de quando perdemos os primeiros amigos da infância, ou da faculdade, e choramos juntos nos prometemos que nada iria nos separar.
Já faz tempo, eu sei, por isso é triste.
Na verdade, é muito mais doído do que triste.
É doído saber que as amizades não resistiram ao tempo. É doído saber que essas amizades foram descartadas porque não escolhemos o “seu” candidato, e não o mais preparado.
É doído saber que vocês estão afastando aquelas pessoas que desejavam o seu melhor, que torciam pelo seu mestrado ou doutorado, pela formatura do seu filho, pela viagem dos seus sonhos, finalmente, realizada.
É triste. É muito triste ter que dar adeus a tantas pessoas que conheci e que fizeram a minha vida mais alegre.
Mas é preciso! É melhor do que ser hostilizada por amigos...
Eu prefiro viver sem desejar mal aos outros. Prefiro viver torcendo pelo Brasil, viver sem julgar quem diz e faz absurdos nas redes sociais. Prefiro viver acreditando que Deus nos deixou ensinamentos de amor, paz e compaixão a ouvir afirmações repletas de ódio opostas aos dogmas da Igreja.
Cada dia que vivemos é um dia a menos em nossas vidas. Um a menos, lembre-se disso.
E eu não quero preencher a minha vida com dias cinzentos, mesmo que salpicados de verde e amarelo. Eu não quero ouvir pessoas desejando o mal ao próximo nem procurando artimanhas para tentar modificar o resultado de uma eleição. Eu não quero passar quatro anos da minha vida em um lugar virtual, é verdade, onde combinarão a forma de prejudicar o nosso país em nome de um “bem maior”.
Eu quero ter dias repletos de coisas significantes. Sim, significantes!
Quero ter dias felizes ao lado dos meus pais e irmãos. Quero poder abraçar os avós, almoçar com a tia alto-astral, levar a sobrinha ao cinema, ser solidária com o amigo que perdeu o pai, ou a amiga que está passando por um problema grave de saúde. Quero poder sorrir quando o cachorro quer correr feliz em dia ensolarado, quando assisto a uma comédia, quando escuto uma piada, ou quando alguém liga dizendo que se lembrou de mim.
Viver é simples! Não precisamos ter o suv da moda, nem as roupas compradas naquela loja chique do shopping. Não precisamos ir a lugares da moda apenas para fotografar e postar em rede social. Não precisamos ter o cabelo da mesma cor ou corte daquela atriz. Não, nada disso.
Mas precisamos aprender a viver! Precisamos resgatar aquela alma pura com a qual nascemos. Precisamos aprender que o diferente não é ruim, apenas é diferente. Precisamos aprender a nos colocar no lugar dos outros, a ver com outros olhos. Precisamos compreender que as pessoas não são iguais, e essa distinção acrescenta muito às nossas vidas. Precisamos entender que a derrota em uma eleição não autoriza a transformar o país em um campo de batalha, muito menos a disseminar ódio e insanidade na vida das pessoas.
A vida é simples! Tão simples que assistir ao pôr do sol, tomar um sorvete e rir da sinceridade das crianças nos faz sentir um enorme prazer. E o simples como um sorriso verdadeiro, um abraço apertado, uma visita inesperada, um gesto de compaixão nos faz acreditar que o mundo está no caminho certo.
Por isso mesmo, corta aqui.
O céu está incrivelmente azul lá fora, os passarinhos estão fazendo uma linda sinfonia, o sol já vai se pôr. Virá uma bela lua, majestosa, imponente, brilhante, como todas as luas que precedem as luas cheias.
A Vida segue o seu curso. E eu sigo trazendo cores ao meu caminho, colorindo os dias cinzentos que teimam em surgir..
sábado, 8 de outubro de 2022
sábado, 1 de outubro de 2022
Um País Dividido
Brasil, Outubro de 2022.
Em
pleno século XXI, estamos vivendo um momento muito confuso.
O
país está dividido, não em partes iguais, mas em inúmeros pequenos grupos que
desejam impor a sua vontade a todos os demais.
A
imposição, por si só, já gera uma resistência. Mas, em ano eleitoral, a antiga
imposição foi substituída pelo ódio.
Ódio
a quem pensa diferente, ódio a quem vota diferente, ódio a quem possui credo
diferente.
E
esse ódio contamina até quem aceitou levar a palavra de Deus a todos que
estejam dispostos a ouvi-la, bem como a quem decide agir de acordo com o que
Jesus nos ensinou.
Interessante
que a maioria das religiões fundamenta-se em dogmas bastante similares. Existem
diferenças, claro, mas elas são pequenas quando observamos que todas buscam
seguir a palavra de Jesus e seus ensinamentos de paz, amor, respeito ao
próximo, generosidade e compaixão.
Infelizmente
não é o que estamos vivendo.
Estamos
vivendo momentos onde o ódio prevalece, onde a paz foi esquecida, onde os
ensinamentos de Jesus são usados para justificar ações vis.
Comparar
pessoas, coisas, ou convicções nunca foi uma boa ideia, muito pelo contrário.
Demonstra que somos limitados, que não aceitamos as diferenças, sendo mais
fácil mudar quem é diferente.
Respeitar
as escolhas dos outros, sejam lá quais forem, é o primeiro passo para sermos
melhores. Melhores pessoas, melhores cristãos.
Está
difícil, mas sigo com a mesma esperança que me acompanha desde que me entendo
por gente. Esperança em um mundo mais justo, esperança em um futuro melhor para
todos nós, esperança em um mundo de paz.
Escolha.
Ato ou efeito de escolher; preferência que se dá a alguma coisa que se encontra
entre outras; predileção.
Nem
sempre é fácil. Lembra quando você escolheu a sua carreira, o seu carro, as
primeiras férias, a pessoa com quem dividir a vida, onde casar, o nome do seu
filho
A
escolha, seja ela qual for, diz muito sobre cada um de nós. Tanto que muita
gente é lembrada por causa do aroma de um perfume, de um prato ou música
predileta.
Imagine,
agora, escolher o próximo Presidente da República após termos passado por
momentos bem complicados.
Denúncia
de corrupção, provas falsas incriminação, condenação, aumento de pena.
Diminuição da pena, prisão, cassação dos direitos políticos, anulação, soltura.
Discurso
de ódio, defesa da ditadura e da prática de torturas, política antiambiental e
anti-indigenista, população armada. Pandemia, negacionismo, tratamento com
remédios sem eficácia, negação à vacina, falta de empatia e compaixão.
Mas
lembre-se que, ao escolher o seu candidato, aquele tio continuará sempre
desejando o seu melhor, a sua amiga continuará se preocupando e torcendo por
você, o seu colega permanecerá te ajudando no trabalho.
Que
essa eleição seja uma escolha individual e consciente, não uma ruptura.
Respeite
quem pensa diferente e, acima de tudo, torça para que o nosso Brasil cresça e
que todos possam desfrutar disso.
segunda-feira, 15 de junho de 2020
Canjica ou Curau
segunda-feira, 16 de março de 2020
sábado, 1 de junho de 2019
Viva São João!!!
sexta-feira, 6 de julho de 2018
quarta-feira, 23 de maio de 2018
São João 2018 ♡♡♡
terça-feira, 27 de fevereiro de 2018
Vida Maria
Será que nós ainda vamos ficar inertes enquanto tantas crianças sonham com um futuro diferente, que não terão por causa da miséria??? Sinceramente, espero que não...
Compartilho parte do texto que extraí da Revista Prosa Verso e Arte abaixo:
O filme nos mostra a história da rotina da personagem “Maria José”, uma menina de cinco anos de idade que se diverte aprendendo a escrever o nome, mas que é obrigada pela mãe a abandonar os estudos e começar a cuidar dos afazeres domésticos e trabalhar na roça. Enquanto trabalha ela cresce, casa e tem filhos e depois envelhece e o ciclo continua a se reproduzir nas outras Marias suas filhas, netas e bisnetas.
São apresentadas no filme imagens que mostram uma semelhança muito grande com a realidade, traços bem parecidos com o real onde vemos crianças que tem sua infância interrompida, muitas vezes para ajudar a família a sobreviver, infância essa resumida a poucos recursos e a más condições de vida.
A Maria do filme mostra satisfação em apenas escrever seu primeiro nome, o momento em que sua mãe lhe chama a atenção dizendo: “Não perca tempo “desenhando” seu nome!”, é tirado o seu futuro de ser uma pessoa diferente de sua mãe, que não tem uma visão do futuro, querendo dar à filha a mesma criação que teve num processo de reprodução sem mudanças de suas perspectivas por comodismo.
O filme retratou como o indivíduo em formação internaliza os eventos e as experiências vividas na infância e como são determinantes para formação daquela pessoa na vida adulta. No filme a menina Maria foi arrancada do seu mundo lúdico, quando sua mãe a repreende por estar escrevendo, ela corta da vida da filha os sonhos, os objetivos de uma vida melhor.
A mãe da personagem vive aquela vida sem perspectiva por que foi isto que aprendeu e da mesma forma ensina a filha Maria e esta reproduz para seus filhos, que também foram estimulados a deixar de sonhar e de brincar. A ausência da educação nas gerações mostra como na infância é importante o lúdico e a escola.
sábado, 3 de fevereiro de 2018
quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018
quarta-feira, 2 de agosto de 2017
quarta-feira, 7 de setembro de 2016
Salve, Salve, 07.09.2016
(Letra: Joaquim Osório Duque Estrada; Música: Francisco Manuel da Silva)
Parte I
Ouviram do Ipiranga as margens plácidas
De um povo heróico o brado retumbante,
E o sol da liberdade, em raios fúlgidos,
Brilhou no céu da pátria nesse instante.
Se o penhor dessa igualdade
Conseguimos conquistar com braço forte,
Em teu seio, ó liberdade,
Desafia o nosso peito a própria morte!
Ó Pátria amada,
Idolatrada,
Salve! Salve!
Brasil, um sonho intenso, um raio vívido
De amor e de esperança à terra desce,
Se em teu formoso céu, risonho e límpido,
A imagem do Cruzeiro resplandece.
Gigante pela própria natureza,
És belo, és forte, impávido colosso,
E o teu futuro espelha essa grandeza.
Terra adorada,
Entre outras mil,
És tu, Brasil,
Ó Pátria amada!
Dos filhos deste solo és mãe gentil,
Pátria amada,
Brasil!
Parte II
Deitado eternamente em berço esplêndido,
Ao som do mar e à luz do céu profundo,
Fulguras, ó Brasil, florão da América,
Iluminado ao sol do Novo Mundo!
Do que a terra, mais garrida,
Teus risonhos, lindos campos têm mais flores;
Nossos bosques têm mais vida,
Nossa vida no teu seio mais amores.
Ó Pátria amada,
Idolatrada,
Salve! Salve!
Brasil, de amor eterno seja símbolo
O lábaro que ostentas estrelado,
E diga o verde-louro dessa flâmula
Paz no futuro e glória no passado.
Mas, se ergues da justiça a clava forte,
Verás que um filho teu não foge à luta,
Nem teme, quem te adora, a própria morte.
Terra adorada,
Entre outras mil,
És tu, Brasil,
Ó Pátria amada!
Dos filhos deste solo és mãe gentil,
Pátria amada,
Brasil!




























