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terça-feira, 23 de junho de 2020

A Morte do Vaqueiro

Luiz Gonzaga

Numa tarde bem tristonha
Gado muge sem parar
Lamentando seu vaqueiro
Que não vem mais aboiar
Não vem mais aboiar

Tão dolente a cantar
Tengo, lengo, tengo, lengo
Tengo, lengo, tengo

Ei, gado, oi
Bom vaqueiro nordestino
Morre sem deixar tostão
O seu nome é esquecido
Nas quebradas do sertão

Nunca mais ouvirão
Seu cantar, meu irmão
Tengo, lengo, tengo, lengo
Tengo, lengo, tengo

Ei, gado, oi
Sacudido numa cova
Desprezado do Senhor
Só lembrado do cachorro

Que inda chora
Sua dor
É demais tanta dor
A chorar com amor

Tengo, lengo, tengo, lengo
Tengo, lengo, tengo
Tengo, lengo, tengo, lengo
Tengo, lengo, tengo
Ei, gado, oi
E, ei

quarta-feira, 20 de junho de 2018

Amor Perfeito

Vem me tirar da solidão, fazer feliz meu coração.
Já não importa quem errou, o que passou, passou.

Babado Novo

quarta-feira, 22 de junho de 2016

Lenda de São João

Luiz Gonzaga 

Eu vou, vou soltá foguete
Eu vou, vou soltá balão
Eu vou festejá São Pedro
Eu vou festejá São João } bis

Diz que Santa Isabel
Disse a prima Maria
João vindo ao mundo
Lhe aviso no dia
Ao ver no meu rancho

Um grande clarão
E uma fogueira
Nasceu São João
Por isso que o mundo
Com muita razão
Assim festeja
O Senhor São João

Disse que São João foi dormir
E que só se acordou
No dia de Pedro
E São João se zangou
Pois tinha pedido
A santa família
Que lhe acordasse
Chagando o seu dia
Mas se ele saísse
Do sono profundo
Um grande incêndio
Acabava o mundo

terça-feira, 21 de junho de 2016

Numa Sala de Reboco


Todo tempo quanto houver pra mim é pouco
Pra dançar com meu benzinho numa sala de reboco
Todo tempo quanto houver pra mim é pouco
Pra dançar com meu benzinho numa sala de reboco

terça-feira, 14 de junho de 2016

Estrada de Canindé

Luiz Gonzaga & Fagner 

Ai, ai, que bom
Que bom, que bom que é
Uma estrada e uma cabocla
Cum a gente andando a pé
Ai, ai, que bom

Que bom, que bom que é
Uma estrada e a lua branca
No sertão de Canindé
Artomove lá nem sabe se é home ou se é muié
Quem é rico anda em burrico
Quem é pobre anda a pé
Mas o pobre vê nas estrada
O orvaio beijando as flô
Vê de perto o galo campina
Que quando canta muda de cor
Vai moiando os pés no riacho
Que água fresca, nosso Senhor
Vai oiando coisa a grané
Coisas qui, pra mode vê
O cristão tem que andá a pé

sábado, 11 de junho de 2016

Baião

Eu vou mostrar pra vocês
Como se dança o baião
E quem quiser aprender
É favor prestar atenção
Morena chega pra cá
Bem junto ao meu coração
Agora é só me seguir
Pois eu vou dançar o baião

terça-feira, 7 de junho de 2016

Vontade

Santanna, O Cantador 

Vontade de passar na tua porta
Vontade de bater no teu portão
Vontade de pedir um copo d´água
E assim poder tocar na tua mão
E assim poder falar do meu amor
E assim te revelar minha paixão

Eu sou apaixonado por você
Desde menino
Desde pequeno
Só não tive coragem
Pra dizer
Que tou queimando
Tou me roendo

sexta-feira, 3 de junho de 2016

Xote dos Milagres

Falamansa 

Escrevi seu nome na areia
O sangue que corre em mim sai da tua veia
Veja só, você é a única que não me dá valor
Então por que será que este valor é o que eu ainda quero ter
Tenho tudo nas mãos, mas não tenho nada
Então melhor ter nada e lutar pelo que eu quiser

Ê, mas pera aê
Ouça o forró tocando e muita gente aê
Não é hora pra chorar
Porém não é pecado se eu falar de amor
Se eu canto sentimento seja ele qual for

Me leva onde eu quero ir
Se quiser também pode vir
Escuta o meu coração
Que bate no compasso da zabumba de paixão

Ê pra surdo ouvir, pra cego ver
Que este xote faz milagre acontecer
Ê pra surdo ouvir, pra cego ver
Que este xote faz milagre acontecer
Ê pra surdo ouvir, pra cego ver
Que este xote faz milagre acontecer
Ê pra surdo ouvir, pra cego ver
Falamansa faz milagre acontecer

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Razões

Mastruz com Leite

Não quero mais saber de você,
Por favor, não me procure mais.
Já cansei de esperar por você,
Sei que vou me arrepender,
Mas não volto atrás.

Não quero ouvir falar em você !
Pra lembrar que um dia eu te amei.
E chorar por você foi em vão,
por essas e outras razões,
Vou tentar esquecer de você!

Se um dia você descobrir
O que é o amor
Se sofrer, Se chorar
Eu queria estar,
Ao seu lado,
Só pra te falar,
Como é ruim a gente amar
Sem ser amado.

quinta-feira, 25 de junho de 2015

A Poeira e a Estrada

Flávio Jo

Amigo olhe a poeira
Olhe a estrada
Olhe os garranchos
Que arranham pensamentos
Entre o cascalho
Vá separando os espinhos
Não esqueça que os caminhos
São difíceis pra danar
Nem todo atalho
Diminui uma distância
Nem toda ânsia no final tem alegria
Veja na flor que o espinho lhe vigia
A noite adormece o dia
E a lua vem lhe ninar
Devagarinho
Vá pelo cheiro das flores
Siga os amores
Nunca deixe prá depois
Nem tudo é certo
Como quatro é dois e dois
Nem todo amor merece todo coração
Se a poesia ainda não lhe trouxe o fermento
E o sofrimento entre o amor, ganhou a vez
Nem tudo é eterno quando a gente sonha

Por isso amigo
Não se entregue agora
Talvez um dia o mundo lhe peça perdão
Por isso não se perca não
Os amores vão e a gente fica (bis)

domingo, 21 de junho de 2015

Xaxado da Paraíba

Marinês

Minha gente eu vou dançar, xaxado da Paraíba
Com a saia lá em riba pra quem quiser olhar
Eu convido a todo mundo
Pra comigo xaxar


Eu vou dançar
Xaxado da Paraíba
Eu vou dançar
Mostrar o meu traçado
Que vim da Paraíba
E sou rainha do xaxado


Preste a atenção à dança do xaxado
Fique abismado pra ver como é
A ginga do corpo de lado pra lado
O bambolear da batida do pé
É assim seu moço que vivo dançando
Dançando, atocando o que é meu agrado
Por isso eu digo que da Paraíba
Eu sou a rainha fiel do xaxado.

quinta-feira, 18 de junho de 2015

Meu Cenário

Flávio José 

Nos braços de uma morena
Quase morro um belo dia
Ainda me lembro
O meu cenário de amor
Um lampeão aceso
Um guarda-roupa escancarado
Um vestidinho amassado
Debaixo de um baton
Um copo de cerveja
E uma viola na parede
E uma rede
Convidando a balançar
Num cantinho da cama
Um rádio a meio volume
Um cheiro de amor
E de perfume pelo ar


Numa esteira
O meu sapato
Pisando o sapato dela
Em cima da cadeira
Aquela minha bela cela
Ao lado do meu velho
Alforge de caçador
Que tentação
Minha morena me beijando
Feito abelha
E a lua malandrinha
Pela brechinha da telha
Fotografando o meu cenário
De amor