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quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

É Quarta-Feira de F.O.G.O. =)

Hoje é Quarta-Feira de Fogo e Fuba já vem com o trio, descendo a Epitácio, arrastando a multidão com as Muriçocas do Miramar, o maior bloco de arrasto da Paraíba e segundo do Nordeste, cantando marchinhas dos antigos Carnavais =)

 Foto Google

João Pessoa sonha
Com o seu verde colorindo o azul do mar
E a cidade velha
Já se acorda
Com seu canto secular
São as muriçocas
Abram alas que elas vão voar
Espalhando alegria
De Tambaú ao rio Sanhauá

segunda-feira, 27 de junho de 2016

Bolo Baeta

Foto Reprodução

Ingredientes 

1 litro de leite de gado
2-3 xícaras de açúcar (depende do seu gosto)
3 ovos
2 colheres (sopa) de manteiga derretida
1 pitada sal
Raspas de um limão
4 xícaras de farinha de trigo 

Modo de preparo 

Preaqueça o forno a 220º C por 15 minutos.

Em um liquidificador, bata todos os ingredientes. Lembre-se de adicionar primeiro os líquidos e em seguida os secos.

Leve a massa para assar em uma forma untada e enfarinhada por aproximadamente 30 minutos, ou até que o bolo fique dourado.

Tenho um carinho muito grande por esta receita: inicialmente, porque ela é originária da minha terra, a Paraíba; segundo, porque as recordações que eu tenho deste bolo remontam à minha infância, quando me fartava em comer esta iguaria na cidade natal dos meus pais, Cajazeiras; terceiro, porque amo, de paixão, o sabor deste bolo!!!

Encontrei esta receita neste site aqui, mas uma receita bem aproximada à original, encontrei neste outro site aqui...  

terça-feira, 4 de agosto de 2015

João Pessoa, 430 Anos =D


Fotos Google e Pinterest

Aqui nasci e cresci, daqui parti para temporada de estudos fora, mas sempre aguardando o dia do retorno para a minha Jampa, de mar azul esverdeado e Sol intenso o ano inteiro...
 
Uma cidade jovial e linda, habitada por pessoas alegres, recém descoberta pelo turismo, mas que já conta com 430 anos de idade... Parabéns, João Pessoa ;)

terça-feira, 5 de agosto de 2014

Parabéns, João Pessoa!!!

Após o descobrimento do Brasil, os primeiros europeus chegaram aqui no Século XVI para povoar a região que era habitada entre pelos potiguaras (ao norte) e pelos tabajaras (ao sul), sendo que os últimos se aliaram aos colonizadores portugueses, enquanto os primeiros se tornaram ferrenhos adversários dos mesmos. Fundada em 1585 com o nome de "Nossa Senhora das Neves", a cidade de João Pessoa é a terceira capital de estado mais antiga do Brasil, tendo já sido fundada com título de cidade

Os colonizadores portugueses fundaram a "Cidade Real de Nossa Senhora das Neves" no dia 5 de agosto de 1585, às margens do rio Sanhauá, afluente do rio Paraíba, sendo a terceira capital de estado mais antiga do Brasil e já sido fundada com título de cidade. Em 1588 a cidade adquiriu o nome de "Filipeia de Nossa Senhora das Neves", em homenagem ao rei Filipe que acumulava os tronos da Espanha e de Portugal, mas, logo após a sua conquista pelos Países Baixos, a cidade passou a se chamar Frederikstad em 1634. Depois do declínio da Nova Holanda e com a saída dos neerlandeses, a cidade adquiriu o nome de "Parahyba do Norte" em 1654.

A atual denominação, "João Pessoa", homenageia o político paraibano João Pessoa Cavalcanti de Albuquerque, assassinado em 1930 na cidade do Recife, quando era presidente do estado e concorria, como candidato a vice-presidente da República, na chapa de Getúlio Vargas, fato que causou grande comoção popular e foi o estopim da Revolução de 1930.

João Pessoa é a capital da Paraíba e principal centro financeiro e econômico da Paraíba, sendo a oitava cidade mais populosa da Região Nordeste e a vigésima terceira do Brasil. A região metropolitana, formada por João Pessoa e mais onze municípios tem cerca de 1 223 284 habitantes (IBGE/2013), sendo a sexta mais populosa do nordeste brasileiro. Possui o maior índice de Manhatização dentre as metrópoles proto-regionais, com mais arranha-céus que várias metrópoles regionais que aparecem como das maiores do mainland no ranking, sendo a capital que mais cresce no Nordeste Oriental e Setentrional no último Censo.

Uma das capitais de melhor qualidade de vida do Nordeste é conhecida como "Porta do Sol" porque aqui está o ponto mais oriental das Américas, a Ponta do Seixas, o que faz a cidade ser conhecida como o lugar "onde o sol nasce primeiro nas Américas".

A cidade de João Pessoa foi considerada, pela organização International Living, como uma das melhores cidades do mundo para se desfrutar a aposentadoria. No ranking feito anualmente pela organização, a capital paraibana surge ao lado da também nordestina Fortaleza como as únicas cidades brasileiras citadas na lista nesse ano. Apenas cinco cidades sul-americanas foram incluídas. Além das brasileiras, Montevidéu, Colônia do Sacramento e Punta del Este, todas no Uruguai, completam as cinco cidades da América do Sul indicadas para se desfrutar aposentadoria .

Nota:
Texto extraído da Wikipedia (aqui) e parcialmente modificado para este post sobre os 429 anos de João Pessoa =)

 Fotos Pinterest

domingo, 20 de julho de 2014

Inverno nas Serras Paraibanas

 Areia é Patrimônio Cultural Nacional   

Eu sou, realmente, uma pessoa privilegiada por ter nascido em uma terra tão ma-ra-vi-lho-sa!!!

Além do litoral possuir praias exuberantes - com o mar lindo variando entre as tonalidades de azul e verde - e do clima tropical durante o ano inteiro, também podemos contar com temperaturas bem amenas no Brejo paraibano que, durante o Inverno, contagiam a todos com muita diversão e cultura...

Vejam um pouco mais sobre o Inverno da região serrana da Paraíba nesta excelente matéria do jornalista Eduardo Vessoni para este site aqui 

As fotos que ilustram este post também fazem parte da matéria :)   
 
Cachaça Cobiçada, Engenho Martiniano, Serraria

terça-feira, 13 de maio de 2014

A Escrava Gertrudes


Tela Flávio Tavares  

A paraibana alforriada travou batalha judicial durante 14 anos para evitar que fosse vendida ilegalmente. Bastante conhecida na então Parahyba, a “Negra do Tabuleiro”, como era chamada, vendia frutas, verduras e o que mais lhe permitiam. Com cerca de 30 anos, Gertrudes Maria não quis ser vendida em praça pública e, para que isso não acontecesse, travou uma verdadeira guerra judicial pela própria liberdade, que durou 14 anos.

Em 1820, a escrava que era propriedade de Carlos José da Costa conseguiu comprar a própria liberdade pela metade do seu valor, sob a condição de prestar serviços a ele por tempo indeterminado para quitar o restante da dívida. Gertrudes, que já aproveitava a liberdade condicionada, só não contava que o seu senhor estivesse cheio de dívidas e que poderosos da Capital, inclusive do clero, quisessem usá-la para recebem o valor devido por Carlos José da Costa.

A negra quitandeira teve que se opor a um embargo de penhora contra seu senhor, iniciado em 1828, que colocou em risco a sua liberdade parcial. Seu grande feito foi o de não ter se posicionado de forma passiva e de ter procurado de imediato o auxílio de advogados em sua defesa. Naquela época, não era comum às mulheres ou aos homens escravizados contratarem advogados ou serem representados por eles, visando litigar na justiça, em defesa do que consideravam seus 'direitos', colocando-se contra seus donos ou suas donas.

Na sua luta jurídica, que durou de 1828 a 1842, Gertrudes teve que enfrentar poderosos como o carmelita Frei João da Encarnação e o Sr. José Francisco das Neves. Para isso, a escrava contou com a amizade de advogados bastante prestigiados na capital paraibana. Durante os primeiros anos da ação, Gertrudes Maria foi defendida pelos advogados Luís Nogueira Moraes e José Lucas de Sousa Rangel. Em 1830, a causa passou para as mãos de Francisco de Assis Pereira Rocha e de Feliciano José Henriques Júnior. O primeiro atuou por longo tempo na causa de Gertrudes Mara. Ele era um representante da elite paraibana que exerceu vários cargos administrativos, acompanhou o caso por mais de 10 anos, até a década de 1840.

Em 1831, o juiz Inácio de Sousa Gouveia deu ganho de causa aos credores de Carlos José da Costa, considerando a carta de liberdade de Gertrudes Maria nula. Ela deveria ser vendida e ainda lhe cabia o pagamento das custas do processo. Contudo, seus advogados não desistiram e entraram com uma apelação, sendo o processo enviado para julgamento em órgão superior de Justiça, a Ouvidoria Geral da Comarca.

Novas informações sobre a ação cível são datadas de 11 de novembro de 1842, quando um dos credores, José Francisco das Neves, contratou um advogado para reativar o processo. Conforme informações contidas na ação, a solicitação dele foi acatada e Gertrudes Maria e seus dois filhos foram presos, tendo sido libertada em 01/11/1841. O argumento aceito contra Gertrudes era o de que o seu depositário, José Bernardino, "a deixou viver a rédea solta e concubinada com um índio com quem morava de porta adentro e de quem hoje tem duas crias". Para conseguir a liberdade de volta, Gertrudes solicitou um novo responsável, o tenente Modesto Honorato Victor. Quatro meses depois, em abril de 1841, o mesmo credor entrou com uma "Ação em Juízo" na tentativa de vender Gertrudes e os filhos em praça pública para receber a dívida, sendo estas as últimas informações registradas sobre o caso.

Não se sabe o resultado da apelação do caso aludido, mas sua história é emblemática por representar as lutas de muitas outras mulheres escravizadas de várias regiões da Paraíba e do Brasil.

Observações:

1) A história da negra Gertrudes Maria faz parte da dissertação de mestrado da historiadora Solange Rocha intitulada 'Na Trilha do Feminino: Condições de vida das mulheres escravizadas na Província da Paraíba” e defendida na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), em 2001.

2) O texto foi extraído do jornal “O Norte” de 10/07/2011.

Apesar de ter lido esta notícia inicialmente no site do Tribunal de Justiça da Paraíba, encontrei neste blog (aqui) a matéria inteira sobre a escrava Gertrudes, que marcou o Judiciário Paraibano.