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terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Dezembro...

Sempre que chegas!
Torna-me num ardente de esperança
Sempre que chegas!
Torna-me num anseio de paz
Sempre que chegas!
Torna-me num despertar de saudade

Sempre que vieres dezembro!
Que sempre fiques um pouco mais.

(Carlos Barros)

terça-feira, 28 de julho de 2015

Nos Meus Guardados, Encontrei...


E agora?
Agora sou só silêncio.
Agora, sem tua companhia.
Nem poderia te ligar agora!
Agora, sou folha sem poesia.
E agora? 

(Carlos Barros)

quinta-feira, 24 de abril de 2014

Nossa Criança

Imagem: Donald Zolan

Não te acordes! Não te assustes!
Sou eu, caminhando em teu sono,
bem devagarinho.

Lembras de mim?
Sou eu!
Que sempre vivo em ti!

E quando acordares
Se florescer a saudade

Abraça a vida, sorrindo pra mim!

(Carlos Barros)

Senti saudades das poesias de Carlos e decidi pegar mais esta “emprestada” aqui :)

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Da Saudade...

 Imagem: Alan Kirk

Da afligente saudade que vergasta
De um tempo ido que te amou
Evocas sem manto que te afaga
Um amado tempo que passou.

Vês a branda luz que já te aclara
Essa suave senhora do tempo
Reluzente, esparge em tua alma
Sementes de paz ao teu momento.

Busca em teu íntimo um relicário
Em que guardes os instantes de doçura
E da afligente saudade que fustiga
Brotará doces lembranças de ternura.

domingo, 29 de janeiro de 2012

Sonho...

Imagem: Carlos Djalma
Sou a mais sublime das essências
As ardências dos anseios mais humanos
As escritas dos papiros mais antigos
Os espaços explorados mais estranhos.

Sou o êxtase dos versos dos poetas
As mensagens divinas dos seus anjos
O recôndito das paixões mais segregantes
Das sereias, o mistério dos seus cantos.

Chamam-me Sonho.

(Carlos Barros)

Obs:
Peguei esta poesia 'emprestada', sem comunicar ao dono, pois acho-a linda... Parabéns, Carlos!!! ;)

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Repouso da Poesia


Enquanto adentro em teu repouso brandamente, me embeveço lentamente, esboçando um soneto. Sorvendo centelhas de palavras em rodopios ao vento, em teu silêncio contemplo, o germinar de um primeiro quarteto.

Sentindo os perfumes que exalam em tuas letras, num voejar de borboletas, bailando em silente concerto, singelas palavras vão pousando, em estrofes se amando, concebendo um segundo quarteto.

Em teu repouso, flores tantas vou colhendo... Em cada uma, o desabrochar de um sentimento, e recolho na efusão lírica do momento, dois íntimos e segredosos tercetos.

E eis que te percebo sorrindo, e reverbero te ouvindo, em dois quartetos e tercetos.

Poesia, tu és como o amor que jamais dorme, descansa!

Do teu leve repouso
Levarei cuidadoso
Teu confidente soneto.



P.S.: Acho essa poesia belíssima, talvez, a mais bela de todas as que conheço do poeta Carlos Barros... E, por tal motivo, decidi partilhá-la com vocês!!! :)