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quarta-feira, 19 de junho de 2013

"Seu João"

A fofa da Angel, minha sobrinha postiça, foi para a escolinha quando tinha apenas 3 aninhos...

Entre brincadeiras e novos amiguinhos, Angel conheceu um pouco mais das tradições Nordestinas.

Explico: durante o mês de Junho, em todo o Nordeste, as escolas – públicas e particulares -, e prédios públicos se enfeitam com bandeirinhas e cenários que contam a história dos três santos mais “famosos” do mês: Santo Antônio, São João e São Pedro!

Um belo dia, ao chegar a casa depois de passar o dia brincando entre bandeirinhas e demais enfeites juninos, Angel encontrou a sua casa toda enfeitada para as festas Juninas...

E, feliz da vida, começa a gritar: “Seu João”, “Seu João”!

Intrigada, a mãe lhe pergunta:

- Quem é Seu João, minha filha?

Ainda pulando, ela aponta para as bandeirinhas e responde:

-“Seu João”, mamãe, “Seu João”...


E foi assim que todos entenderam que Angel estava chamando a festa de São João de “Seu João” :)

terça-feira, 7 de maio de 2013

Coisas de Heitor

O filho da minha amiga Rosana, o Heitor, está com cinco aninhos e passa por aquela fase de fazer mil perguntas acerca de tudo...

Numa bela manhã, ele se vira para o pai e pergunta:

- Papai, por que a galinha não voa?

E o pai, sem dar muita atenção, responde:

- Porque ela é pesada.

Heitor, então, questiona:

- E por que o avião voa?



A mãe Rosana também não escapou da sabatina do filho, que ainda quis saber:

- Mamãe, por que o mundo – leia-se: planeta Terra – fica voando se tem tanta gente pesada?

E, antes que a mãe pudesse responder, ele emenda outra pergunta:

- E por que ele – o tal mundo – fica girando?

E foi assim que Rosana decidiu partilhar com os amigos as peripécias do filho Heitor.

sábado, 27 de abril de 2013

Coisas de Ana Luiza

Uma das manicures do salão que frequento foi mãe muito jovem, fato que se repetiu com a sua filha – ambas foram mãe aos 15 anos, fato que se repete na família delas há quatro gerações – e, quando ela precisava sair com neta, sempre lhe perguntavam:

- É a sua filha?
- Não, sou a avó dela – repetia, com apenas 31 anos

E Ana Luiza cresceu ouvindo, sempre, a mesma pergunta e resposta:

- É a sua filha?
- Não, sou a avó dela.

Outro dia, Ana Luiza chegou ao salão para buscar a sua avó e disse:

- 'Avó dela', eu vim com vovô lhe buscar – disse, de forma inocente.

Como eu estava sendo atendida pela outra manicure, perguntei, curiosa com aquela expressão que havia escutado:

- Como foi que Ana Luiza acabou de te chamar, Adriana?

Adriana riu e contou a história acima, explicando que, de tanto ouviu que ela era a ‘avó dela’, achou que aquele era a forma correta de chamar a sua avó.

Foi assim que o salão inteiro pôs-se a rir da ingenuidade de Ana Luiza, ao mesmo tempo que comentávamos como é complicado para uma criança de apenas 5 anos entender que a sua avó é tão jovem quanto a mãe de muitos amiguinhos seus.

sábado, 30 de março de 2013

Angel Apronta Novamente :)


A fofa da Angel me mostra o dedinho indicador e diz:

- Ficou um ‘buraco’, tia!

Como a mãe dela me viu espantada, analisando o dedo da menina, foi explicar o que aconteceu.

- Ela me pediu para levar brigadeiro para o colégio e, antes que esfriasse completamente, ela colocou o dedinho no prato ainda morno – me contou.

E continuou:

- No momento ela sentiu queimar a pele fina e, no dia seguinte, ficou uma bolhinha. Ontem, quando a pele saiu, ela olhou para mim e disse: ‘Mamãe, olha, ficou um buraco!’

Então, com tudo explicado, não nos aguentamos e ficamos olhando para aquela criança de quatro anos, na fase de exagerar tudo o que acontece com ela.