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quinta-feira, 8 de março de 2012

Um Companheiro de Infância

Todo mundo teve, durante sua infância, um companheiro, um amigo com quem pudesse copartilhar suas peripécias, podendo ter sido até um bichinho de estimação. Talvez, porque eu fosse uma garota muito comunicativa, tive muitos amigos e amigas, durante a minha infância, mas dentre eles, um se destacou e tornou-se especial.

Esse meu companheiro de infância foi o meu melhor amigo, desde o nosso tempo de crianças, até o início de nossa adolescência, quando nos separamos, pois ele foi morar em Natal. Além da nossa amizade, o simples fato de sermos primos já faz com que nos conheçamos tão bem, pois fomos criados juntos.

Porém, aquela amizade tão fraterna que existia entre nós, foi, aos poucos, tornando-se distanciada e quase tornou-se um simples laço de parentesco. As nossas vidas são diferentes, como também o são nossas opiniões.

Ficou perdida nas lembranças da infância uma amizade pura e verdadeira. O que nos resta, porém, guardado em nossas mentes ainda infantis, é que uma amizade tão bela e antiga como a nossa, não deve apagar-se. Basta apenas reavivar o fogo da amizade que ainda brilha nos olhos do nosso companheiro de infância.

Nota:
Redação escrita quando eu tinha aos 17 anos de idade e postada sem qualquer alteração.

domingo, 20 de novembro de 2011

Herói Esquecido

Não se trata de apenas um, mas de vários heróis que foram esquecidos, com o passar dos tempos. Esquecidos pela sociedade, a mesma da qual um dia já fizeram parte, pelos jovens, que não lhes dão atenção, e até por seus próprios filhos, que após criados, abrem suas asas e vão num vôo do qual nunca regressarão, pois já são donos de seus destinos e não mais lhes importa a companhia paterna.

Após passar uma vida inteira de sacrifícios e renúncias, os pais desejam ser recompensados por seus filhos, gostariam de desfrutar uma vida tranqüila, em companhia deles e dos netos. Mas, após uma certa idade, começam a aparecer as chamadas “doenças de velhos”, e o filho, no auge de sua covardia, não quer tratar de seus pais, tendo como solução, interná-los num asilo.

E os nossos heróis vão para lá, onde a solidão sempre estará presente, fazendo com que o restante de suas vidas seja uma enorme tristeza e nostalgia. Os filhos, estes sequer têm tempo para visitá-los, abandonam seus pais sob cuidados de enfermeiras, que os tratam precariamente.

Com algumas doenças agravadas devido à falta de cuidado para com eles e desamparados de várias maneiras, os nossos heróis vêm a falecer. Eles, que sacrificaram suas vidas por seus filhos, sendo mais heróis do que podiam ser, morrem esquecidos, muitas vezes, sem terem seus méritos reconhecidos. 

Nota:
Escrita como redação quando eu tinha 17 anos de idade e postada sem qualquer alteração.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

O Vendedor de Jornais

Todos os dias, bem cedinho, passava por minha casa um jornaleiro muito franzino, aparentando ter mais ou menos dez anos de idade. Quando todos nós ainda estamos dormindo, ele já está nas ruas, gritando o nome de todos os jornais que tem para vender e até chega a cantar, com uma voz muito desafinada, para espantar a preguiça e quebrar a monotonia.

Durante dois anos, esta rotina foi cumprida com seriedade pelo pequeno vendedor de jornais. Quando chovia, o menino continuava seu trabalho, protegido da chuva apenas por velhos plásticos, que quase nada adiantavam. Se fazia sol, ele assobiava contente da vida e gritava mais alto as manchetes do dia.

Um dia, porém, o pequeno jornaleiro não apareceu. Passaram-se dias e todos já estavam sentindo a falta do jornaleiro, quando soubemos, então, que nunca mais ele venderia jornais, pois havia sido assassinado.

O pequeno jornaleiro foi cruelmente assassinado por um senhor de identidade desconhecida, porque o menino passava diante da casa deste senhor gritando o nome dos jornais. E este cidadão queria dormir com o máximo de silêncio, pois chegava em casa a altas horas da noite.

Esse foi o triste fim de um garoto que gostava de viver e que cumpria seu dever com seriedade.

Nota:
Escrevi esta redação (sim, era uma redação) aos 17 anos de idade e, por isso, decidi postar sem qualquer alteração.