terça-feira, 6 de agosto de 2013

O Sotaque das Mineiras

O sotaque das mineiras deveria ser ilegal, imoral ou engordar. Porque, se tudo que é bom tem um desses horríveis efeitos colaterais, como é que o falar lindo (das mineiras) ficou de fora?
Mineira deveria nascer com tarja preta avisando:
ouvi-la faz mal à saúde. Se uma mineira, falando mansinho, me pedir para assinar um contrato doando tudo que tenho, sou capaz de perguntar: só isso?
Assino achando que ela me faz um favor.
Eu sou suspeitíssimo. Confesso: esse sotaque me desarma. Os mineiros têm um ódio mortal das palavras completas.
Preferem abandoná-las no meio do caminho, não dizem:
pode parar, dizem: 'pó parar'.
Não dizem: onde eu estou?, dizem: 'ôncôtô'.
Os não-mineiros, ignorantes nas coisas de Minas, supõem, precipitada e levianamente, que os mineiros vivem lingüisticamente falando, apenas de uais, trens e sôs.
Digo-lhes que não(...)
Mineiras não usam o famosíssimo 'tudo bem'.
Sempre que duas mineiras se encontram, uma delas há de perguntar pra outra:
- 'Cê tá boa?'.
Para mim, isso é pleonasmo.
Perguntar para uma mineira se ela tá boa é desnecessário.
Há outras. (...)
- 'Aqui', não vou dar conta de chegar na hora, não.
Esse 'aqui' é outro que só tem aqui(...)
Que os mineiros não acabam as palavras, todo mundo sabe.
É um tal de 'bonitim', 'fechadim', e por aí vai.
Já me acostumei a ouvir:
- E aí, 'vão?'. Traduzo:
- E aí, vamos?
Não caia na besteira de esperar um 'vamos' completo de uma mineira.
Não ouvirá nunca.
Eu preciso avisar à língua portuguesa que gosto muito dela, mas prefiro, com todo respeito, a mineira.
Nada pessoal.
Aqui certas regras não entram.
São barradas pelas montanhas.
Por exemplo, em Minas, se você quiser falar que precisa ir a um lugar, vai dizer:
- Eu preciso 'de' ir.
Onde os mineiros arrumaram esse 'de', aí no meio, é uma boa pergunta.
Só não me perguntem. Mas que ele existe, existe(...)
Aqui em Minas ninguém precisa ir a lugar nenhum.
Entendam...
Você não precisa ir, você precisa 'de' ir.
Você não precisa viajar, você precisa 'de' viajar.
Se você chamar sua filha para acompanhá-la ao supermercado, ela reclamará:
- Ah, mãe, eu preciso 'de' ir?
No supermercado, o mineiro não faz muitas compras, ele compra um 'tanto de coisa'.
O supermercado não estará lotado, ele terá um 'tanto de gente'(...)
Entendeu?
Se, saindo do supermercado, a mineirinha vir um mendigo e ficar com pena, suspirará:
- 'Ai, gente, que dó'.
É provável que a essa altura o leitor já esteja apaixonado pelas mineiras(...)
Para uma mineira falar que algo é muitíssimo bom vai dizer:
- 'Ô, é sem noção'.
Entendeu?
É 'sem noção!
' Só não esqueça, por favor, o 'Ô' no começo, porque sem ele não dá para dar noção do tanto que algo é sem noção,
entendeu?
Capaz...
Se você propõe algo ela diz:
- 'Capaz'!!!
Vocês já ouviram esse 'capaz'?
É lindo(...)
Já ouviu o 'nem...?
' Completo ele fica:
- Ah, 'nem' (...)
A propósito, um mineiro não pergunta:
- Você não vai?
A pergunta, mineiramente falando, seria:
- 'Cê' não anima 'de' ir?
Tão simples.
O resto do Brasil complica tudo.
É, ué, cês dão umas volta pra falar os trem(...)
O plural, então, é um problema.
Um lindo problema, mas um problema.
Sou, não nego, suspeito.
Minha inclinação é para perdoar, com louvor, os deslizes vocabulares das mineiras.
Aliás, deslizes nada.
Só porque aqui a língua é outra, não quer dizer que a oficial esteja com a razão.
Se você, em conversa, falar:
- Ah, fui lá comprar umas coisas...
- 'Que' s coisa?' - ela retrucará.
O plural dá um pulo(...)
E se você acusar injustamente uma mineira, ela, chorosa, confidenciará:
- Ele pôs a culpa 'ni mim'.
A conjugação dos verbos tem lá seus mistérios, em Minas.
Ontem, uma senhora docemente me consolou:
'preocupa não, bobo!'.
E meus ouvidos, já acostumados às ingênuas conjugações mineiras, nem se espantam.
Talvez se espantassem se ouvissem um: 'não se preocupe', ou algo assim.
A fórmula mineira é sintética.
E diz tudo.
Até o tchau, em Minas, é personalizado.
Ninguém diz tchau pura e simplesmente.
Aqui se diz: 'tchau pro cê', 'tchau pro cês'.
É útil deixar claro o destinatário do tchau.
Então neh, as mineiras são trem bão demais sô...

Carlos Drummond de Andrade

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Parabéns, João Pessoa =)













Fotos Google

Tiramisù de Frutas Vermelhas

 Foto Reprodução
  
Ingredientes

Para o creme de mascarpone: 

1 ovo
100 g açúcar
300 g mascarpone 

Para o coulis de frutas vermelhas: 

200 g de morango
200 g de framboesa
200 g de amora
80 g de açúcar 

Para a finalização: 

biscoito champanhe
80 g morango
80 g framboesa
80 g amora 

Modo de preparo

Para o coulis: 

Bata todos os ingredientes no liquidificador e peneire. Reserve. 

Para o creme: 

1. Bata os ovos com o açúcar até virar um creme.
2. Adicione o mascarpone e continue batendo até o creme ficar firme. 

Montagem e finalização: 

1. Molhe o biscoito champanhe no coulis de frutas vermelhas e disponha no fundo de taças individuais.
2. Coloque o creme por cima e finalize com as frutas frescas.

Tiramissu já é bom... Imagina, então, com frutas vermelhas!!! Amooo 
 Retirei esta receita deste site aqui :)

domingo, 4 de agosto de 2013

Yakisoba

Foto Reprodução

Ingredientes

½kg de filé de frango cortado em tiras finas
1 pires (chá cheia) de cenoura picada em rodelas finas
1 pires (chá cheia) de brócolis picado
1 pires (chá cheia) de couve-flor picado
1 pimentão pequeno picado em tiras finas (se desejar) 
1 pires (chá cheia) de acelga picada em quadrados pequenos (usar mais a parte grossa da folha) 
1 pires (chá cheia) de vagem picada
1 pires (chá cheia) de repolho picado em quadrados pequenos
250g de macarrão japonês (espaguetti)
1 colher (sopa) de margarina
1 cebola picada em pedaços grandes
Sal a gosto
Molho shoyo a gosto
Água e sal para cozinhar os legumes e as verduras

Modo de preparo

Numa panela, ponha a margarina e frite a cebola, adicione o frango, o sal e cozinhe por mais ou menos 15 minutinhos.
Acrescente o shoyo. Tem que ficar um molho. Reserve.
Separadamente, cozinhe os legumes e as verduras juntos na água e sal, por 5 minutos mais ou menos, no ponto de "al dente".
Escorra e reserve. Cozinhe o macarrão, escorra e misture ao frango, aos legumes e as verduras. Sirva quente.

Sōsu yakisoba, também conhecido por yakisoba, é um prato de origem chinesa que, em japonês, significa, literalmente, "macarrão de sobá frito".

O prato, conhecido internacionalmente, é composto por legumes e verduras que podem ou não ser fritos juntamente com o macarrão e aos quais se agrega algum tipo de carne.

Comumente, o yakisoba chinês é feito com macarrão do tipo lámen e é assim que é consumido em diversos lugares, desde restaurantes, passando por fast-foods e feiras populares, no Japão ou fora dele. É prato indispensável nas festas tradicionais japonesas (matsuris).

Eu retirei esta receita daqui :)

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Cassoulet

Fonte Reprodução 

Ingredientes

Feijão 

250 gramas de feijão branco
1 litro de água
1 cubo de caldo de bacon e louro
1 cebola pequena picada
1 cenoura pequena cortada em rodelas 

Refogado 

1 colher de sopa de óleo
1/2 quilo de lombo de porco cortado em cubos médios
400 gramas de linguiça fresca cortada em rodelas grossas
1 cubo de caldo de bacon e louro
1 xícara de chá de água fervente
1/2 xícara de chá de vinho branco
1 xícara de chá de molho pronto de tomate 

Montagem 

2 colheres de sopa de salsinha picada
2 colheres de sopa de farinha de rosca 

Modo de preparo

Feijão 

Na véspera, coloque o feijão em uma tigela, cubra com água fria e reserve. No momento do preparo, escorra a água. Em uma panela grande, ferva a água e dissolva o cubo de caldo de bacon e louro.

Junte o feijão escorrido, a cebola e a cenoura. Cozinhe por 20 minutos ou até que fique macio e o caldo engrosse. Retire do fogo e reserve.
 


Refogado 

Em uma panela grande, aqueça o óleo e frite o lombo até dourar. Junte a linguiça e frite por mais cinco minutos. Dissolva o cubo de caldo de bacon e louro em água fervente e acrescente à mistura.

Junte o vinho branco e cozinhe em fogo médio por 15 minutos. Adicione o molho de tomate e cozinhe por mais 15 minutos ou até a carne estar macia e o molho engrossar.
 


Montagem 

Preaqueça o forno em temperatura média (180 graus). Em um refratário redondo fundo (25 cm de diâmetro), monte camadas alternadas de feijão e o refogado de carne.

Polvilhe a farinha de rosca e leve ao forno por 20 minutos ou até formar uma crosta dourada. Retire do forno, salpique a salsinha e sirva em seguida.

O cassoulet é uma especialidade gastronômica de origem francesa da região de Languedoc-Roussillon, em especial das cidades de Carcassonne, Castelnaudary e Toulouse.

Tem distintas versões, mas é feito basicamente com feijão seco e carne, principalmente o confit d'oie (confit de ganso), confit de canard (confit de pato), salsichas, lingüiça, carne de porco, e até carne de perdiz ou cordeiro dependendo da temporada do ano ou da variedade local.

Esta receita, da chef Ivy Oliveira, foi retirada deste site aqui :)

Que Venha, Agosto!!!









Fotos Pinterest